O CORPO COMO RECURSO/AGENTE/VEÍCULO DE MEMÓRIA,
MANUTENÇÃO E PERMANÊNCIA DA CULTURA DE TERREIRO

Adeptos da oralidade, os povos africanos apresentam o corpo como agente fundamental da manutenção e promoção de sua cultura, uma concepção de corpo que é herdada na cultura afro-brasileira. A oralidade é sinônimo da performatividade do corpo, que inscreve em si mesmo a memória de si e de seus ancestrais, e evoluiu, de modo a ser considerada potencialmente,o maior e mais importante veículo de partilha do conhecimento e consequente manutenção e promoção dos saberes na cultura afro-brasileira, e portanto neste país.

Dentre os povos de terreiro os ensinamentos tradicionalmente são passados do mais velho ao mais novo, na maioria das vezes, por meio de cantigas (ORINS) que são ministradas com acompanhamento de um ILU (ritmo dos tambores e mais instrumentos de percussão da tradição afro-brasileira) e um conjunto de gestos significativos do corpo em movimento que podemos chamar de dança (IJO), e apresentam os ITONS, expressões dos saberes da cultura de terreiro. Assim, este projeto se propõe a pesquisar o desenvolvimento das relações do corpo(em movimento)/performatividade e a manutenção do legado histórico- cultural negro na comunidade de terreiro curitibana.

Esta pesquisa se desdobra em Artigo que integrará a Revista Taipa da Diretoria de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural da Fundação Cultural de Curitiba; Duas Publicações: um livro impresso e um e-book; Exposição multimídia inclusiva e interativa; Seminário sobre Pesquisa em Comunidades de Terreiro; Mini-curso Ilu Orin IJo – Meios de ensino/aprendizagem e partilhas de informações no Candomblé; E acervo digital.

Entre 1o e 13 de junho de 2019 dividimos com a comunidade as ações geradas na pesquisa.

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